Cinemato 2026: 19 filmes imperdíveis da 23ª edição

O Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, conhecido como Cinemato, chega à sua 23ª edição entre os dias 29 de junho e 5 de julho. A programação será exibida no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A seleção contou com quase 600 filmes inscritos.
Entre as obras selecionadas, está “Perto do Sol é Mais Claro”, que apresenta Regi, um gestor de obras que sonha em ser escritor. O personagem, interpretado por Reginaldo Faria, vive um presente cheio de dúvidas e solidão, enquanto transita entre passado e presente por meio de memórias.
“Filhas da Noite” acompanha seis artistas veteranas de Recife que revisitam o passado e revivem memórias diante das câmeras, em um presente marcado pela nostalgia. “Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky” mostra o cineasta voltando a Aripuanã após recuperar um registro de 1973, onde indígenas isolados tentavam atingir seu avião com flechas.
“Cinco Tipos de Medo”, rodado em três municípios de Mato Grosso, incluindo Cuiabá, apresenta personagens com histórias amarguradas que se encontram ao acaso. Entre eles estão uma capitã da polícia militar (Bárbara Colen) em busca de vingança, um advogado (Rui Ricardo Dias) de luto e um violinista (João Vitor Silva) que se apaixona por uma enfermeira (Bella Campos).
“Eclipse” mostra a astrônoma Cleo, grávida, recebendo a visita de Nalu, sua meia-irmã de origem indígena. A convivência reacende memórias perturbadoras e as leva a camadas sombrias da deep web. “Canto” acompanha Débora tentando um emprego para pagar aluguéis atrasados, enquanto Ryan precisa se esconder.
“O Olhar de Antonio” é um documentário sobre o fotógrafo autodidata Antonio Siqueira, que desde os anos 1980 colecionou imagens de personagens urbanas e rurais de Rosário Oeste, interior de Mato Grosso. “Ressonância” aborda o desejo de liberdade de Margarida, que se sente sufocada pela rotina.
“Canção Imigrante” reúne três músicos vindos de fora do Brasil que se encontram no Rio Grande do Sul. Loua, Ana e Dulce misturam suas referências musicais e criam uma nova musicalidade, culminando em um show aberto ao público. “Memórias Com Vista para o Mar” mostra Félix, um pintor negro de 80 anos, que foge de uma casa de idosos e se refugia em um banco de praia, onde memórias emergem entre realidade e ancestralidade.
“Entre Cinzas” aborda os incêndios florestais criminosos no Brasil, acompanhando Alex Gomes, líder de uma Brigada Voluntária que combate o fogo para salvar sua comunidade. “Mapago” segue Serena, jovem indígena Guató que sonha em ser cantora, e sua mãe Fagunda, marcada pelo exílio do povo. A presença espiritual de uma onça-pintada faz emergir a força da ancestralidade feminina.
“Presépio” mostra uma família reunida para o amigo oculto natalino, onde conflitos afloram quando um pai presenteia o filho com uma arma de brinquedo. “Sacas de Areia” acompanha Dona Nena, que após perder o emprego, passa a vender bolos para sustentar os netos, encontrando refúgio em fantasias com uma assistente virtual.
“Belo Ouro” conta a história de José, um garimpeiro que invade uma terra indígena em busca de ouro e ignora os avisos de Guaraci, o deus do sol. “Kika Não Foi Convidada” mostra uma menina que descobre não ser bem-vinda em uma festa de aniversário, enquanto crianças aprendem sobre empatia e acolhimento.
“Capim” é um documentário sobre os Xavante de Marãiwatsédé, que após serem expulsos por aviões nos anos 60, retomam seu território e encontram pasto no lugar da mata fechada. “Kaira e o Temporal” acompanha uma menina com o poder de usar o tempo para resgatar memórias em um futuro onde uma metrópole controla a população. “A Pele do Ouro” é um documentário em que Patri revisita memórias da infância na Venezuela e dos riscos na busca por ouro na Amazônia brasileira.