O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou, no início de janeiro, que pediu ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) para investigar como foi o atendimento médico ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Isso ocorreu após um incidente em que ele sofreu uma queda que resultou em um traumatismo craniano enquanto estava na Superintendência da Polícia Federal, onde está cumprindo pena.
## Como o CFM se manifestou sobre o atendimento a Bolsonaro?
O CFM explicou que a preocupação principal é garantir que qualquer pessoa que esteja sob custódia do Estado, especialmente aquelas com problemas de saúde complexos, tenha acesso a cuidados médicos adequados e contínuos. A instituição mencionou que relatos sobre complicações de saúde do ex-presidente geraram preocupação, motivando a abertura de uma sindicância para entender melhor o que aconteceu.
Vale lembrar que a investigação vai analisar desde a queda até as decisões sobre a transferência dele para um hospital. A ideia é garantir que o atendimento esteja dentro das normas éticas e técnicas, sem interferências políticas ou jurídicas em jogo.
## Quais são as principais preocupações no caso Bolsonaro?
O CFM listou alguns fatores que tornam o quadro de saúde de Jair Bolsonaro delicado. Ele já passou por várias cirurgias abdominais, tem um histórico de problemas como soluços persistentes, e a idade traz riscos adicionais. Esses elementos pedem uma atenção especial e um monitoramento constante da saúde dele.
Normalmente, esse tipo de protocolo envolve consultas regulares, vigilância de sinais neurológicos após quedas, controle da dor e realização de exames conforme a situação evolui. Se não houver uma resposta rápida a qualquer sinal de piora, isso pode aumentar os riscos, especialmente para pacientes mais velhos, como é o caso dele.
## Como a decisão judicial e o tempo de resposta influenciam o caso?
O caso chamou mais atenção quando se descobriu que, inicialmente, um pedido para que Bolsonaro fosse levado ao hospital foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A autorização para a transferência só veio no dia seguinte. Essa espera levantou questões sobre a agilidade do atendimento médico dentro da unidade da PF e se as decisões judiciais impactaram a conduta médica.
O CFM destacou que, embora não possa mudar decisões judiciais, pode avaliar tecnicamente a necessidade de assistência médica. Eles afirmaram que o Estado tem uma responsabilidade maior em garantir um atendimento adequado a quem está sob sua custódia.
## Como o CFM defende a autonomia do médico assistente?
Um ponto essencial na posição do CFM é a defesa da autonomia do médico responsável. O profissional deve ter liberdade para tomar decisões quanto a encaminhamentos, internações e exames com base em critérios técnicos e éticos, sem sofrer influências externas. O CFM defende que os registros médicos são fundamentais para proteger os profissionais de saúde.
Eles alertaram que a violação dessa autonomia pode ocorrer se houver pressão para atrasar uma transferência para o hospital ou para negar exames necessários. Casos de grande repercussão, como o de Bolsonaro, aumentam o risco de influências externas, o que torna ainda mais importante a cautela e a atenção às condições gerais de atendimento de pessoas sob custódia.
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