A família da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie acusa o Hospital Euracare, em Lagos, de negligência no tratamento de seu filho, Nkanu Nnamdi, que faleceu aos 21 meses. O menino morreu em 7 de janeiro, pouco após apresentar sintomas de uma doença, deixando a família em estado de choque.

    De acordo com as informações da família, várias falhas contribuíram para a morte de Nkanu. Eles alegam que o hospital negou oxigênio ao menino e administrou sedativos em excesso, o que, segundo eles, causou um ataque cardíaco. O hospital, por sua vez, enviou suas condolências à família e negou ter prestado atendimento inadequado, afirmando que o tratamento seguiu padrões internacionais. Eles acrescentaram que Nkanu chegou em estado crítico e que uma investigação sobre a morte está em andamento.

    A cunhada de Adichie, Anthea Nwandu, fez declarações severas sobre o atendimento durante uma entrevista à emissora Arise TV. Nwandu afirmou que o diretor médico do hospital admitiu a ocorrência de sedação excessiva. Além disso, ela alegou que a equipe médica deixou Nkanu sem supervisão, negou oxigênio e o transportou de maneira imprópria, o que resultou em uma lesão cerebral.

    Um vazamento de uma mensagem privada de Adichie, que relatar coisas semelhantes, levantou mais polêmica. Sua porta-voz, Omawumi Ogbe, declarou que a mensagem foi compartilhada apenas entre familiares e amigos e que seu vazamento foi doloroso, mas ressaltou as falhas de atendimento que a família está enfrentando.

    Nkanu era um dos gêmeos que Adichie teve por meio de uma barriga de aluguel. A escritora, que já foi reconhecida mundialmente por suas obras, como “Americanah”, esteve frequentemente no Brasil e participou atualmente de eventos literários no país.

    Em meio a este trágico incidente, o presidente da Nigéria expressou suas condolências à família. O sistema de saúde nigeriano tem enfrentado desafios significativos, incluindo escassez de profissionais, o que tem dificultado o atendimento adequado em hospitais.

    A porta-voz do Ministério da Saúde do estado de Lagos, Kemi Ogunyemi, disse que um inquérito independente sobre as circunstâncias da morte de Nkanu já foi iniciado. Ogunyemi afirmou que o ministério leva a sério a vida humana e possui tolerância zero para negligência médica. Ela pediu também para que o público evite especulações enquanto a investigação está em curso, avisando que qualquer responsável por negligência será responsabilizado conforme a lei.

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