Imagem de um pôr do sol e planetas

    Nenhum planeta é igual ao outro, e isso vale também para os seus pores do sol. Aqui na Terra, quando o sol se põe, o céu ganha cores quentes como laranja, rosa e vermelho. Mas isso não acontece em todos os lugares do espaço. Os pores do sol estão ligados às propriedades do espectro de luz visível, que mostra diversas cores. No nosso céu, a cor azul aparece porque os raios de luz ao chegarem na atmosfera, se espalham mais para as ondas mais curtas (violeta e azul).

    Durante o pôr do sol, o sol fica mais baixo no céu. Nesse momento, a luz atravessa uma atmosfera mais densa, o que faz com que mais luz se disperse. Assim, as ondas de luz azul, que são mais curtas, se dissipam, e as ondas vermelhas e amarelas, que são maiores, conseguem chegar aos nossos olhos. Isso é o que nos dá aquelas cores mais quentes no céu.

    A cinzas de erupções vulcânicas podem deixar os pores do sol mais apagados na Terra.

    Apesar de Marte ser nosso vizinho no espaço, os céus lá são bem diferentes. Durante o dia, o céu em Marte é avermelhado, mas ao final do dia, uma névoa azul aparece. Apesar das mesmas leis da física serem aplicadas, as atmosferas diferentes dos planetas produzem resultados distintos. A atmosfera de Marte, que é basicamente composta de CO₂ e poeira rica em ferro, causa isso.

    A poeira marciana, com partículas maiores que as da Terra, espalha a luz de maneira diferente, criando um céu vermelho de dia. No pôr do sol, essa poeira marinha preserva mais das ondas de luz azul. Em 2020, a NASA usou essa física da luz para criar um “simulador de pôr do sol” e mostrar como seria o fim do dia em outros planetas e luas. Isso mostra que o universo é realmente um espetáculo de cores.

    Imagem de verificação de fato

    Um dia, um anel poderá cercar Marte.

    Modelos feitos por cientistas da Universidade de Purdue em 2017 mostram que em 70 milhões de anos, a lua de Marte, chamada Fobos, chegará ao limite de Roche. Esse limite é o ponto em que objetos são despedaçados por forças gravitacionais. Quando isso acontecer, um anel de detritos irá rodear Marte, de forma semelhante ao que vemos em Saturno, embora não da mesma maneira impressionante.

    De acordo com essa teoria, Marte já teve anéis antes. Ao longo de 4,3 bilhões de anos, Marte provavelmente passou por ciclos de formação de anéis e luas. No futuro distante, esses anéis se juntarão novamente e formarão uma nova lua, que será cinco vezes menor que Fobos.

    Jornalismo AdOnline

    Compromisso com a informação precisa e relevante, trazendo notícias apuradas com rigor jornalístico, ética e responsabilidade. Um jornalismo que busca sempre a verdade dos fatos.