A pecuária brasileira é uma das mais expressivas do mundo, não apenas em termos de volume, mas também pelo impacto que exerce sobre a economia e o meio ambiente. Nesse contexto, surge a figura do maior pecuarista do Brasil, Roque Quagliato, que comanda um dos impérios mais robustos da pecuária nacional, especialmente no sul do Pará.

    Os irmãos Quagliato, junto a outros grupos que administram rebanhos gigantes, têm se destacado na liderança do setor. Propriedades individuais podem contar com mais de 200 mil cabeças de gado, e municípios inteiros, como São Félix do Xingu, se tornaram importantes centros de criação, com milhões de animais pastando em suas terras.

    O Império Pecuário de Roque Quagliato

    Roque Quagliato é reconhecido como o maior pecuarista individual do Brasil, liderando o Grupo Rio Vermelho e o Grupo Quagliato, ambos com forte presença na região amazônica. A família Quagliato iniciou sua trajetória na pecuária no sul do Pará, e atualmente a gestão dos negócios está em mãos de herdeiros e executivos. O grupo investe em manejo e melhoramento genético, focando principalmente no gado da raça Nelore e em cruzamentos que aumentam a produtividade.

    As propriedades do grupo incluem a Fazenda Rio Vermelho e a Fazenda Nova Piratininga, entre outras, totalizando centenas de hectares. A estratégia de integração de pastagens, reservas naturais e logística permite uma conexão eficiente entre as fazendas e frigoríficos como a JBS, essencial para a dinâmica do mercado.

    Desafios da Pecuária em Grande Escala

    A pecuária de grande escala no Brasil apresenta desafios significativos, especialmente em relação ao meio ambiente. A expansão das áreas de pasto, particularmente na Amazônia, gera preocupações sobre desmatamento e degradação ambiental. A troca de florestas nativas por pastagens tem impactos diretos na capacidade do solo de armazenar carbono e na biodiversidade local.

    Grandes propriedades frequentemente ampliam suas áreas, contribuindo para a pressão sobre as florestas. Embora existam instrumentos como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a fiscalização do IBAMA, o desmatamento ilegal ainda é uma realidade preocupante. Além disso, a pecuária intensiva é responsável por emissões significativas de metano, um gás de efeito estufa que agrava as mudanças climáticas.

    Trabalho Escravo e Fiscalização

    Outro aspecto alarmante da pecuária em larga escala é a associação com casos de trabalho escravo. Relatórios de fiscalização já identificaram condições análogas à escravidão em várias fazendas. O Ministério Público, o IBAMA e auditores trabalhistas atuam na identificação e punição dessas irregularidades, mas a fiscalização ainda enfrenta desafios em sua efetividade.

    Iniciativas para um Futuro Sustentável

    Diante dos desafios, várias iniciativas têm surgido para promover uma pecuária mais sustentável. O uso de técnicas como integração lavoura-pecuária-floresta e a recuperação de pastos são essenciais para reduzir a pressão sobre novas áreas. Além disso, a adoção de práticas sustentáveis é incentivada por meio de linhas de crédito verde e programas de certificação que visam garantir a rastreabilidade dos produtos.

    Pesquisadores da Embrapa e organizações civis têm trabalhado em conjunto para desenvolver soluções que beneficiem o setor e o meio ambiente. No entanto, a implementação dessas práticas demanda tempo e um compromisso real por parte dos envolvidos na cadeia produtiva.

    O papel do maior pecuarista do Brasil vai além da produção de carne; ele é um agente de transformação que, se alinhado a práticas sustentáveis, pode contribuir significativamente para a preservação ambiental e para a melhoria das condições sociais nas regiões onde atua.

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