Este texto apresentará as raças de cavalos brasileiros mais conhecidas e suas respectivas utilidades, abrangendo desde trabalho no campo até esporte e lazer. As principais raças genuinamente brasileiras — como Mangalarga Marchador, Campolina, Crioulo, Pantaneiro e Brasileiro de Hipismo — são notáveis por sua adaptação ao clima e às tarefas locais, sendo empregadas tanto na criação quanto em provas e cavalgadas.

    As raças de cavalos brasileiros possuem origens, características físicas e de marcha distintas, sendo estes fatores determinantes para seu desempenho na criação de cavalos no Brasil. A escolha correta da raça é fundamental, seja para criação, competição ou simplesmente para passeios.

    Algumas raças são mais adequadas para o trabalho no campo, outras para passeios longos e competições. Cada uma possui seu tipo de marcha, porte e temperamento, o que influencia significativamente na maneira como você cuida e utiliza o animal.

    Mangalarga Marchador ganhou notoriedade por sua marcha confortável e versatilidade. Com altura variando de 1,48 a 1,58 m, estes cavalos costumam ser dóceis e são comumente encontrados em cavalgadas, provas de marcha e trabalho rural. Sua origem é resultado de cruzamentos históricos entre árabe, alter e andaluz, e também deu origem ao Mangalarga Paulista.

    O Campolina se destaca pelo porte alto e pela cabeça levemente convexa. Com altura variando de 1,65–1,75 m, essa raça brasileira é conhecida por seu temperamento calmo. São comumente vistos em provas de marcha e eventos tradicionais, sendo uma boa opção para quem deseja conforto em longas jornadas a cavalo.

    O Quarto de Milha, originário dos Estados Unidos, adaptou-se bem ao Brasil. É perfeito para provas de velocidade curta, rodeio e trabalho com gado. No Brasil, o Quarto de Milha é comum em doma, apartação, laço e cavalgadas.

    O Cavalo Crioulo, originário dos pampas do Sul, é conhecido por sua resistência e rusticidade. São animais compactos, ágeis e prontos para o trabalho. Você encontra o Crioulo na lida com o gado, provas de resistência e morfologia.

    O Pampa, associado às planícies do Sul, é comumente utilizado em cavalgadas, turismo rural e atividades de campo. A resistência e passada firme são características reforçadas pela influência do sangue criollo em muitos exemplares.

    As raças brasileiras variam bastante em porte, marcha e temperamento, o que determina se o cavalo é mais adequado para esportes, lida no campo ou lazer. Independentemente da raça, sempre priorize manejo adequado, ferrageamento correto e esteja atento à sela e tração para garantir o bem-estar do cavalo.

    Algumas raças brasileiras também se destacam pela pelagem. O Pampa, por exemplo, chama atenção em exposições com suas manchas marcantes. Outras raças trazem variações de alazão, tordilho e baio. Essas cores afetam mais a aparência do que a utilidade do animal. Em competições e eventos de exposição, uma pelagem bem cuidada faz diferença nos pontos. Agora, se a ideia é usar o animal no campo, talvez seja melhor dar prioridade à resistência e ao temperamento, não à cor do pelo.

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