Haroldo Costa, importante ator e escritor, morre aos 95 anos
O ator e escritor Haroldo Costa faleceu no último sábado, dia 13 de dezembro, aos 95 anos. A notícia foi confirmada pela família em uma publicação em sua conta no Instagram. Não foi divulgada a causa da morte, mas a família informou que em breve irão compartilhar detalhes sobre o velório e sepultamento.
Haroldo Costa nasceu em 13 de maio de 1930, no Rio de Janeiro. Ele perdeu sua mãe aos dois anos e passou parte de sua infância em Maceió, Alagoas, onde desenvolveu seu interesse pelas artes, especialmente influenciado pelas festas folclóricas locais. Com cerca de 10 anos, retornou ao Rio, onde teve seu primeiro contato com a música do carnaval, um dos temas que marcaram sua vida.
Antes de se tornar um artista, Haroldo trabalhou como balconista de livraria. Sua trajetória no teatro começou de maneira inusitada. Ele se envolveu com o Teatro Experimental do Negro por meio de um folheto que recebeu de seu pai. Um dia, durante um ensaio, o ator escalado não pôde comparecer e Haroldo, que estava presente, leu seu texto. Desde então, ele se destacou como o personagem Peregrino na peça “O Filho Pródigo”, escrita por Lúcia Cardoso.
Ao longo das décadas, Haroldo participou de diversas montagens teatrais importantes, como “O Pagador de Promessas”, “Xica da Silva”, “O Auto da Compadecida” e “Orfeu do Carnaval”. Ele também foi um dos fundadores do Grupo dos Novos, que posteriormente se rebatizou como Teatro Folclórico Brasileiro e finalmente como Companhia Brasiliana. Esta última levou sua arte a diversos países durante uma turnê que durou cinco anos.
Na literatura, Haroldo Costa lançou seu primeiro livro, “Fala, Crioulo”, em 1982. A obra traz relatos de pessoas negras sobre suas realidades e experiências. Ele a descreveu como uma resposta ao discurso da democracia racial que não refletia a verdade da sociedade brasileira. Entre seus outros livros, destaca-se “100 Anos de Carnaval no Rio de Janeiro”, publicado em 2001. Além disso, foi escolhido como presidente de honra da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas e teve uma longa associação com a escola de samba Salgueiro, pela qual escreveu diversos livros.
Em sua trajetória na televisão, Haroldo atuou e dirigiu programações diversificadas, incluindo “Musicalíssima”, “Dercy Espetacular” e vários outros programas icônicos. Ele também fez parte do elenco de novelas e minisséries, apresentando-se em produções da Rede Manchete e da Globo.
Recentemente, em maio, Haroldo comemorou seu aniversário, recebendo homenagens por sua contribuição artística. Até os últimos meses de sua vida, ele continuou ativo, concedendo entrevistas sobre sua carreira e conhecimentos sobre carnaval e arte. Sua influência e legado permanecem marcados na cultura brasileira.
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