Às vezes, a gente acaba só vendo os congestionamentos, os ônibus lotados e as obras aqui e ali em São Paulo. Mas por baixo desse asfalto agitado, está rolando uma grande transformação. O que muitos chamam de o maior projeto subterrâneo do mundo está em andamento. Esse projeto visa principalmente melhorar o escoamento de esgoto, controlar enchentes e reorganizar o transporte de milhões de pessoas na cidade.

    Esse título de “maior projeto” vem da mistura de redes de esgoto, sistemas de drenagem, túneis e a expansão do metrô que estão sendo construídos ao mesmo tempo. Enquanto em outras grandes cidades o foco é um só, em São Paulo a movimentação está em várias camadas, tudo interligado, que exige um planejamento minucioso entre a prefeitura, o governo estadual e as concessionárias. Cada escavação precisa ser feita com cuidado, levando em conta coisas como o peso dos prédios e o deslocamento de redes para não deixar a cidade no escuro ou sem água.

    Como será o maior projeto subterrâneo do mundo em São Paulo?

    Entre 2023 e 2028, a cidade verá um avanço significativo com investimentos em saneamento e mobilidade. São bilhões de reais fundamentais para melhorar tanto o transporte quanto a qualidade de vida dos moradores. O plano é fazer várias obras ao mesmo tempo, criando uma infraestrutura que funcione bem em conjunto.

    Como saneamento e drenagem moldam a cidade subterrânea sob o Tietê?

    Um dos projetos principais é o IntegraTietê, que vai aumentar a coleta e o tratamento de esgoto para evitar que o esgoto vá direto para os córregos e o rio Tietê. Nos próximos dois anos, vão ser investidos cerca de R$ 6 bilhões. Isso se traduz em 714 quilômetros de tubulações sendo enterradas e quase 680 mil casas conectadas ao sistema de esgoto.

    Para que essa coleta aumente, as estações de tratamento também vão ser ampliadas. Estão previstas cinco novas unidades e melhorias nas existentes, como a ETE Barueri. Na drenagem urbana, estão sendo construídas galerias e reservatórios, chamados de piscinões, em áreas que costumam alagar.

    Quais são os principais piscinões e galerias de drenagem em construção?

    Os piscinões e galerias são fundamentais para evitar os alagamentos que tanto incomodam a população. A prefeitura e o governo têm dado prioridade a regiões que são mais afetadas pelas chuvas, principalmente na zona sul, leste e sudeste. Por exemplo:

    • Piscinão Morro do S (Capão Redondo): capacidade para 192 mil m³, beneficiando cerca de 870 mil moradores.
    • Piscinão Paraguai/Éguas (Vila Mariana): projetado para 110 mil m³, vai ajudar a conter cheias.
    • Aproximadamente oito unidades novas em construção de 2025 a 2027.
    • Galerias no córrego Piraporinha: cerca de 4,5 km de extensão.

    Como túneis viários e metrô redesenham a mobilidade até 2028?

    Além do que acontece sob o solo, as obras em túneis viários, como na Avenida Cecília Lottenberg, são bem visíveis e prometem transformar a mobilidade urbana. Esse investimento de R$ 376 milhões deve ser concluído em 2027 e ajudará a melhorar o fluxo em uma área muito movimentada. Outro projeto importante é o túnel Sena Madureira, com investimentos de R$ 748 milhões em licitações.

    No transporte sobre trilhos, a Linha 6-Laranja deve começar a funcionar parcialmente em 2026. E a Linha 2-Verde está sendo expandida. Quem utiliza o metrô sabe como essas mudanças podem fazer a diferença no dia a dia.

    Quais os impactos dos projetos para os moradores?

    Essas intervenções nos sistemas de esgoto, novos reservatórios e a expansão do metrô têm como objetivo não só reduzir as enchentes, mas também facilitar o deslocamento entre os bairros. Ao combinar várias funções em um espaço, a ideia é otimizar o uso do terreno e minimizar conflitos de trânsito na superfície.

    Até que tudo isso fique pronto, o dia a dia ainda vai ter suas dificuldades, com interdições e desvios por causa das obras. Porém, os moradores já podem sentir alguns benefícios em breve:

    Área de impactoPrincipais efeitos para os moradores
    Mobilidade urbanaExpansão do metrô e trens, menos congestionamentos
    Qualidade de vidaMenos poluição sonora e visual
    Prevenção de enchentesNovos piscinões e drenagem para menos alagamentos
    Valorização imobiliáriaAumento nos valores dos imóveis na região
    Desenvolvimento urbanoMelhor aproveitamento dos espaços públicos
    Impactos temporáriosTranstornos com as obras e barulho
    Empregos e economiaCriação de novas vagas de trabalho

    Perguntas frequentes sobre o projeto subterrâneo em São Paulo

    • Por que tantas obras acontecem ao mesmo tempo? A ideia é aproveitar a oportunidade de financiamentos e contratos para resolver problemas de enchentes, esgoto e trânsito de uma vez por todas.

    • Essas intervenções podem reduzir o mau cheiro do rio Tietê? Com menos esgoto sendo despejado diretamente, a expectativa é que a qualidade da água melhore com o tempo.

    • As obras podem aumentar o risco de desabamentos? Todo projeto tem estudos de solo e monitoramentos para evitar esses riscos.

    • Até quando vamos ver tantos canteiros abertos? As obras mais visíveis devem se estender até 2028, quando grande parte dessas melhorias estarão em operação.

    Essa transformação na cidade vai ser um desafio a curto prazo, mas os resultados prometem trazer uma vida mais organizada e confortável para todos.

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