CineOP 2026: 18 filmes imperdíveis da mostra

A Mostra de Cinema de Ouro Preto (CineOP) chega à sua edição de 2026 entre os dias 25 e 30 de junho. Com o tema “Um país existe nas imagens que preserva”, o evento promete mais de 130 filmes de diversas regiões do Brasil. A programação inclui longas, médias e curtas-metragens, e a curadoria selecionou 18 títulos que merecem atenção do público.
Entre os destaques está “As Dores do Mundo: Hyldon”, que conta a trajetória do músico Hyldon, guitarrista e produtor que marcou a música popular brasileira. Outro filme é “Vivo 76”, que revisita a obra do cantor pernambucano Alceu Valença, de 79 anos.
“Apocalipse Segundo Baby”, dirigido por Rafael Saar, foge de referências documentais tradicionais para explorar a personalidade da cantora Baby do Brasil. Já “Universo Circular – Jocy de Oliveira” traça a carreira da pioneira da música eletrônica no Brasil, que realizou a primeira performance do gênero no país em 1961.
O curta “Irritante Prodígio” acompanha Luiza, que usa câmera e voz para narrar sua infância marcada por internações hospitalares e psiquiátricas. “Notas sobre um Desterro” revisita filmagens de 2018 com uma família brasileira-palestina na Cisjordânia, após os ataques de 7 de outubro de 2023, refletindo sobre colonização e genocídio.
“Pagode do Didi, nosso Ponto de Encontro” mostra a luta da família que mantém a roda de pagode mais antiga do Recife, interditada em 2024. “Luis do Charme” promove um encontro entre pai e filha para falar sobre paternidade através da dança. “Caracóis” aborda a aceitação dos cabelos crespos de uma menina parda em um ambiente social majoritariamente branco.
“À Primeira Vista” acompanha Gabriel, um adolescente de escola pública que tenta conseguir o primeiro encontro com uma amiga. “Bira Rasta, Eu Sou A Onda” traça a vida do músico de reggae da Baixada Fluminense. “Cinzenta: Inventários da Chaminé” é um curta sobre a chaminé de uma antiga fábrica em Santos Dumont, em Minas Gerais.
“DUWID TUMINKIZ – MAKUNAIMA É DUWID?” propõe um mergulho nas narrativas do povo Wapixana, em Roraima, e questiona a relação com o personagem Macunaíma, de Mário de Andrade. “Anistia 79” resgata imagens de exilados brasileiros filmando uma conferência em Roma em 1979, reacendendo o debate sobre a ditadura e a impunidade.
“Soldado sem Sono” é uma ficção sobre uma Terceira Guerra Mundial em que pessoas começam a dormir sem razão aparente. “Voltamos a Apresentar: O Popular Gil Gomes” acompanha um motorista e locutor que imita um famoso jornalista policial há 40 anos. “Fernanda Abreu – Da Lata 30 Anos, o Documentário” usa material inédito de 1995 para celebrar o álbum da cantora. Por fim, “Fernando Coni Campos: Cada Um Vive Como Sonha” explora a trajetória do cineasta, autor de filmes como “Viagem ao Fim do Mundo”.