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Como escrever posts no LinkedIn sem IA

Como escrever posts no LinkedIn sem IA
Como escrever posts no LinkedIn sem IA

Kasey Brown e Michael Stelzner mostram que poucos usuários do LinkedIn publicam conteúdo, o que abre espaço para quem se dedica a criar posts que geram engajamento. A estratégia apresentada envolve três pilares: o perfil do cliente ideal, a transformação oferecida ao leitor e a criação de conteúdo focado no público.

O perfil do cliente ideal deve ser específico, como “palestrantes, coaches e consultores que ganham pelo menos R$ 20 mil por mês e precisam de sistemas para conteúdo orgânico”. Essa precisão ajuda a direcionar o conteúdo e a encontrar quem realmente pode se interessar pelo que é publicado.

A transformação é o que um seguidor de 30 dias deve obter ao acompanhar o conteúdo. Esse princípio orienta a criação de cada post. Além disso, o foco deve ser no leitor, não no autor. Em vez de pensar se a publicação parece inteligente ou se vai gerar vendas, o criador deve considerar o que o leitor ganha com aquele conteúdo.

Com essas bases, o framework Triple S pode ser aplicado. Ele abrange três dimensões: parar, ficar e compartilhar.

Parar: como interromper a rolagem com imagens e ganchos

A primeira tarefa de um post é fazer o usuário parar de rolar a tela. A imagem anexada e as duas primeiras linhas de texto são responsáveis por cerca de 80% das impressões de um post.

No LinkedIn, a maioria dos criadores usa fotos profissionais ou de palestras. A dica é fazer o oposto: postar algo diferente. Kasey testou essa ideia após um evento, publicando uma selfie de ângulo aberto tirada do palco com a câmera traseira do celular. A imagem mostrava o público inteiro e a legenda oferecia os slides em troca de comentários. Esse post gerou 3.000 leads. Quando ela republicou a mesma oferta com uma foto profissional, bem iluminada e de alta resolução, o resultado foi de 200 leads.

A lição é que não é preciso ser melhor, é preciso ser diferente. Imagens verticais ocupam mais espaço na tela e não são cortadas, o que aumenta a chance de alguém parar. Fotos com a câmera traseira em zoom 0.5x mostram mais do ambiente e criam curiosidade sobre o que está acontecendo.

Para infográficos, a recomendação é incluir conteúdo real, não apenas um título. Um infográfico com o texto “Framework para Vencer no LinkedIn” não funciona. Já um que mostre o framework completo, estruturado como uma captura de tela de um documento, gera um padrão de interrupção que faz o usuário querer ler.

Kasey também fotografa infográficos exibidos na TV do escritório, com o rosto dela na imagem, combinando um visual pessoal com conteúdo denso. Após sessões com clientes, ela anota a melhor pergunta, escreve a resposta e usa uma ferramenta para formatar o texto como um infográfico de uma página. Ela publica a imagem com um post explicando a origem da pergunta, o que funciona como uma amostra do trabalho dela.

Ficar: como manter o leitor engajado até o fim

Depois que o usuário para no post, o próximo passo é fazê-lo ficar. Isso é conquistar o direito de manter a atenção. Quando alguém clica em “ver mais”, a terceira linha do post deve confirmar que o clique valeu a pena. Esse é o re-gancho, que deve aumentar a tensão, não resolvê-la.

O erro comum é entregar a recompensa logo após o clique. Por exemplo, escrever “Estou em Bali com a família. Tirei cinco semanas de folga e meu negócio está prosperando sem mim” resolve a história antes que o leitor se envolva. O certo é continuar construindo: “Foi um sonho que tive em fevereiro. Nunca pensei que poderia deixar meu negócio e gastar esse dinheiro para vir aqui, especialmente com tantos problemas na empresa e tudo parecendo que ia desmoronar. Mas de alguma forma consegui.”

O framework dos Cinco Cs ajuda a avaliar se um gancho funciona. Os elementos são curiosidade, contraste, contradição, controvérsia e confusão. Um gancho forte ativa dois ou três desses elementos.

Uma foto de férias com a legenda “Em Bali, aproveitando o verão” não ativa nenhum dos Cs. A mesma foto com as linhas “Eu estava em um emprego que odiava. 2021.” e “2026. Acabei de gastar R$ 30 mil para vir aqui…” cria curiosidade, confusão e contradição, prendendo o leitor.