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Estratégia do Instagram para Crescer em 2026

Estratégia do Instagram para Crescer em 2026
Estratégia do Instagram para Crescer em 2026

O Instagram passou por mudanças em 2026 que afetaram a forma como o conteúdo é distribuído e consumido. O algoritmo da plataforma enfrenta um volume grande de conteúdo gerado por inteligência artificial, o que fez com que o alcance de muitas contas diminuísse. O público está mais desconfiado e questiona se o que vê foi feito por IA, o que pode prejudicar a mensagem do criador.

O recurso de reels de teste se tornou uma ferramenta usada por criadores para experimentar diferentes ganchos, textos e formatos antes de publicar no feed principal. Ellen Mackenzie, estrategista de marketing, testa todas as suas publicações dessa forma, criando duas ou três variações para ver qual tem melhor desempenho. Em 2026, pela primeira vez, ela precisou ajustar sua orientação habitual de “apenas foque em criar conteúdo melhor”, reconhecendo que o cenário mudou de forma real.

Conteúdo com aparência natural

A primeira etapa da estratégia para 2026 é a criação de conteúdo que pareça espontâneo. O público atual rejeita produções muito polidas, como ensaios fotográficos profissionais, gráficos elaborados no Canva e vídeos com configuração de estúdio. Conteúdos que parecem ter sido feitos de forma casual estão tendo melhor desempenho.

Ellen testou em sua própria conta formatos polidos contra formatos mais brutos. Sempre que publica um carrossel com design elaborado, o engajamento cai. Quando publica uma foto casual de celular com texto sobreposto, o engajamento aumenta. Um exemplo recente foi um carrossel com uma selfie em um café de fim de semana que alcançou 50 mil visualizações, mais que o dobro do número de seguidores dela.

A conta JessiJeanHome é um exemplo desse movimento. A criadora lançou o Yap Challenge, que incentiva participantes a aparecerem em vídeo contando suas histórias de forma não roteirizada. Em dois meses e dois lançamentos, o desafio gerou mais de US$ 7 milhões em vendas nos Estados Unidos.

Como fazer reels com aparência natural

Ellen recomenda posicionar a câmera ao lado durante uma atividade cotidiana, em vez de olhar diretamente para a lente. Muitas pessoas adotam um tom artificial quando a câmera está ligada. Um florista, por exemplo, pode gravar enquanto arruma flores e falar sobre uma planta específica durante o processo. Outra dica é cortar os primeiros 30 segundos de qualquer gravação, pois esse trecho costuma ter uma energia de “apresentador”. Começar o vídeo no meio de uma frase cria uma sensação mais orgânica.

Carrosséis e métricas

Os carrosséis são o formato de maior desempenho para Ellen atualmente. Ela usa fotos casuais de celular com texto sobreposto, em vez de gráficos elaborados. As imagens vêm do dia a dia: selfies, fotos do trabalho, fins de semana ou viagens. O texto é simples, em fonte preta sobre fundo branco, priorizando a leitura. A conta FriendsThatInvest, com 400 mil seguidores, segue esse estilo com fotos de férias e momentos caseiros com texto simples sobreposto.

Para medir o desempenho, Ellen não considera curtidas como métrica principal. Comentários, salvamentos e compartilhamentos são os indicadores que mostram ressonância real com o público. Em um teste recente com quatro variações de reels para o lançamento de um brinde, ela escolheu para o feed principal a versão com mais comentários e salvamentos, não a com mais visualizações ou curtidas.

A recomendação é alternar entre carrosséis e reels, postando um de cada em rotação. A proporção exata deve seguir os dados: se os carrosséis têm melhor desempenho para o seu público, use uma proporção de três carrosséis para cada reel por um mês e avalie os resultados.