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Exportar certificado digital: backup do A1 em .pfx no Windows e no Mac

Exportar certificado digital gera o arquivo .pfx com a chave privada, e quem não fez isso na instalação descobre na troca de computador que o certificado morreu com o antigo.

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exportar certificado digital

exportar certificado digital

O notebook do contador queimou numa terça-feira, e a assistência disse que o disco não tinha salvação. Ele tinha backup de tudo: planilhas, sistema, e-mails. Do certificado A1, não. O .pfx recebido da certificadora na emissão tinha sido apagado depois da instalação, por segurança, e ninguém tinha exportado uma cópia. Trinta clientes ficaram sem envio de declarações até o certificado novo, com validação no posto, quatro dias depois. O backup que faltou cabia num pen drive.

Ao exportar certificado digital do tipo A1, o usuário gera a partir do repositório do sistema um arquivo .pfx que contém o certificado e a chave privada, protegido por senha. Esse arquivo é o que permite instalar o mesmo certificado em outro computador, restaurar depois de um defeito ou levar ao celular. Sem ele, o certificado existe só naquela máquina, e a perda dela é a perda do certificado. Já o modelo em token ou cartão não exporta por natureza: a chave nasce e fica no chip.

Este texto mostra como gerar o .pfx nos dois sistemas e o que fazer quando o sistema diz que a chave não é exportável. Traz por que o token não tem backup e o que fazer no lugar, onde guardar arquivo e senha, quando exportar e quando reemitir, e os erros que transformam o backup num risco.

Aqui estão o passo a passo no Windows, o caminho no Mac, o bloqueio da exportação e a tabela comparativa. Entram o token sem backup, a guarda do arquivo, os erros de quem salva no lugar errado, a ordem para agir, os custos e as dúvidas mais frequentes.

Exportar certificado digital no Windows

O gerenciador de certificados do usuário, aberto pelo comando certmgr.msc, lista os pessoais; o clique com o botão direito no certificado abre a opção de exportar, e o assistente pergunta se a chave vai junto. A resposta é sim, com o formato de troca de informações pessoais, que é o .pfx, incluindo todos os certificados do caminho de certificação. O assistente pede uma senha para o arquivo, que deve ser forte e diferente da original da certificadora, e grava o .pfx onde o usuário escolher.

Se a caixa de incluir a chave aparecer desabilitada, o certificado foi importado sem permissão de exportação, e o caminho está na seção seguinte.

O caminho no Mac e o bloqueio da exportação

No Mac, o aplicativo de acesso às chaves mostra o certificado com a chave associada; selecionar os dois e exportar gera o .p12, que é o mesmo formato do .pfx com outra extensão, protegido por senha. No Windows, quando a importação foi feita sem permissão de exportação, o sistema não entrega a chave de volta, e a alternativa é recuperar o .pfx original recebido da certificadora, reinstalá-lo com a marca de exportável e só então gerar o backup. Sem o arquivo original e sem a chave exportável, resta comprar outro.

É por isso que a primeira instalação, logo depois da emissão, é o momento de marcar a caixa e guardar o .pfx.

Como o backup depende de uma instalação feita do jeito certo, vale conferir o roteiro completo antes de apagar o arquivo da certificadora. O guia sobre como instalar o certificado digital percorre o A1 em arquivo e o A3 em token nos dois sistemas, com a cadeia de certificação, o driver e o teste final de leitura, e mostra onde a permissão de exportação aparece. Nosso contador teria marcado a caixa e guardado a cópia na mesma tarde da emissão.

Comparativo por tipo de certificado

O que cada tipo permite em backup e restauração.
TipoExporta?Se o computador quebrar
A1 com chave exportávelSim, em .pfx.Restaura do backup em minutos.
A1 sem chave exportávelNão.Precisa do .pfx original ou reemissão.
A3 em tokenNunca.O token vai para outro computador.
NuvemNão precisa.Continua no servidor da certificadora.

O token não tem backup, e isso é o desenho

No A3, um chip guarda a chave, só assina e nunca a entrega, e é essa impossibilidade de cópia que justifica os três anos de validade. Backup, nesse caso, é o próprio objeto: o token vai para qualquer computador com o driver instalado, e um notebook queimado não afeta nada. O risco é perder o token, e a resposta é a revogação imediata e um certificado novo, não a restauração. Quem quer a comodidade de restaurar sem depender de objeto físico migra para a nuvem, em que a chave mora na certificadora.

Onde guardar arquivo e senha

O .pfx com senha forte vai para um cofre de senhas, um pen drive guardado longe do computador ou uma pasta criptografada em nuvem, e a senha fica em lugar separado do arquivo. Área de trabalho, pasta de downloads, e-mail enviado para si mesmo e aplicativo de mensagens são os lugares em que o arquivo acaba junto da senha, e onde um vírus ou um técnico o encontram. Uma cópia basta, mas em dois lugares diferentes, e a data de validade escrita no nome do arquivo evita restaurar um certificado vencido.

Erros de quem salva na área de trabalho

O erro mais comum é apagar o .pfx da certificadora depois de instalar sem ter exportado, como fez o contador. Vem depois exportar só a parte pública, gerando um .cer que não serve para restaurar. Segue proteger o backup com a mesma senha original, o que anula a proteção se uma vaza. Fecha a lista deixar o backup na mesma máquina que ele deveria proteger. O primeiro custa a emissão; os outros, a segurança.

Em ordem, para agir

  1. Na instalação, marcar a caixa de exportável antes de concluir o assistente.
  2. Exportar o certificado com a chave e a cadeia, no formato .pfx, com senha nova e forte.
  3. Guardar o arquivo num cofre ou pen drive separado, e a senha em outro lugar.
  4. Testar a restauração numa segunda máquina ou no celular, e apagar cópias soltas.
  5. Repetir o backup a cada renovação, porque o arquivo antigo vence com o certificado.

O passo um é o que separa quem restaura em minutos de quem volta ao posto em dias.

Quanto custa

Exportar não custa nada; as ferramentas do Windows e do Mac são nativas. O que custa é não ter feito: um A1 novo fica entre R$ 100 e R$ 250 conforme o tipo, mais a validação e os dias sem assinar. Um pen drive para o backup custa menos de R$ 30, e os gerenciadores de senha têm versão gratuita. Quem prefere não gerenciar arquivo nenhum paga um pouco mais pela nuvem, entre R$ 150 e R$ 350 por três anos, e nunca mais exporta nada.

Perguntas frequentes sobre o backup

Exportar certificado digital A3 é possível?

Não. A chave vive no chip e nunca sai. O backup do A3 é o próprio token, que funciona em qualquer computador com o driver.

A opção de exportar a chave está desabilitada. E agora?

O certificado foi importado sem permissão de exportação. Reinstalar o .pfx original com a caixa marcada resolve; sem o original, é certificado novo.

Qual a diferença entre .pfx e .cer?

O .pfx tem o certificado e a chave, e restaura tudo. Já o .cer tem só a parte pública e não serve para assinar.

Posso usar a mesma senha da certificadora?

Pode, mas não deve. Senha nova e forte no backup protege o arquivo se a original vazar.

Onde guardar o .pfx?

Em gerenciador de senhas, pen drive guardado à parte ou pasta criptografada em nuvem, com a senha em lugar separado. Nunca em e-mail ou mensagens.

O backup vale depois da renovação?

Não. O certificado renovado é outro, e precisa de novo .pfx. A cópia anterior vence junto com ele.

Resumo

Exportar certificado digital do tipo A1 gera o .pfx com a chave privada, protegido por senha, que restaura o certificado em outro computador ou no celular; no Windows, pelo gerenciador de certificados, e no Mac, pelo acesso às chaves. A chave só sai se foi marcada como exportável na instalação, o A3 não exporta porque ela mora no chip, e a nuvem dispensa backup. Gerenciador de senhas ou pen drive guardado à parte, senha separada e um teste de restauração evitam os quatro dias sem assinar.

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