A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgará, nesta quinta-feira (22), os indicados ao Oscar 2026. No Brasil, há grande expectativa em torno do filme “O Agente Secreto”, que pode ser indicado em categorias como melhor filme internacional e melhor ator, para o ator Wagner Moura. Se as indicações acontecerem, será um marco importante, já que o país já tem experiência em concorrer ao prêmio, sendo que a primeira nomeação ocorreu recentemente, em 2025, com “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles.

    Ao longo da história, a primeira indicação brasileira ao Oscar foi em 1963, com “O Pagador de Promessas”, que disputou a categoria de melhor filme estrangeiro, mas perdeu para o francês “Sempre aos Domingos”. O filme de Anselmo Duarte, no entanto, se destacou ao ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes, conquistando reconhecimento internacional. Após essa primeira tentativa, o Brasil esperou 30 anos até que outra produção fosse novamente lembrada, o que aconteceu com “O Quatrilho”, dirigido por Fábio Barreto e lançado em 1996. O filme contava com Patrícia Pilar e Glória Pires no elenco, mas também não conseguiu levar o prêmio, perdendo para o longa holandês “A Excêntrica Família de Antônia”.

    Em 1997, “O Que É Isso, Companheiro?”, de Bruno Barreto, trouxe nova esperança ao país, mas novamente não conquistou a estatueta, que foi para “Caráter”, uma produção dos Países Baixos. O cenário começou a mudar com “Central do Brasil”, de Walter Salles, que foi indicado em 1999 tanto na categoria de melhor filme estrangeiro quanto pela atuação de Fernanda Montenegro. Apesar das expectativas, tanto o filme quanto a atriz perderam para “A Vida é Bela”, de Roberto Benigni.

    Outra produção marcante foi “Cidade de Deus”, lançado em 2004. Embora não tenha sido indicado como melhor filme internacional, o longa de Fernando Meirelles recebeu indicações em várias categorias técnicas, incluindo melhor direção e melhor roteiro adaptado.

    Nos anos subsequentes, o país continuou a ter produções competitivas, como “O Menino e o Mundo”, que foi indicado em 2016 na categoria de melhor animação, e “Democracia em Vertigem”, indicado em 2020 como melhor documentário.

    Em 2025, o filme “Ainda Estou Aqui” conquistou três indicações, incluindo melhor filme e melhor atriz para Fernanda Torres, e acabou levando o Oscar de melhor filme internacional, marcando a primeira vitória do país na premiação.

    Com “O Agente Secreto” na disputa, as esperanças brasileiras para o Oscar 2026 estão altas, refletindo a rica e variada produção cinematográfica nacional. O anúncio das indicações será um evento aguardado tanto por cineastas quanto pelo público, que torce para ver seu talento reconhecido internacionalmente.

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