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Infiltração pela janela: por onde a água entra e como resolver de vez

Infiltração pela janela quase nunca é o vidro: é o silicone ressecado, o peitoril sem pingadeira ou o dreno entupido, e cada um tem um conserto diferente.

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infiltração pela janela

infiltração pela janela

Chove forte, o vento bate de frente e, no dia seguinte, a mancha escura aparece na parede embaixo da janela, o rodapé descola e a tinta começa a bolhar. A reação mais comum é passar silicone por cima de tudo e esperar a próxima chuva. A mancha volta, porque a água estava entrando por outro lugar. A infiltração pela janela tem cinco caminhos possíveis, e cada um exige um conserto diferente: o vidro raramente é um deles. Este texto mostra como descobrir o caminho da água com um teste de dez minutos, o que fazer em cada caso, quando a esquadria precisa ser trocada e quanto custa.

Aqui estão os cinco caminhos e o sinal de cada um, o teste com mangueira para achar o seu e o conserto certo para silicone, peitoril, dreno, argamassa e vidro. Entram a tabela de causa e reparo, a ordem para fazer, quando é troca, as faixas de preço e as dúvidas mais comuns.

Infiltração pela janela: os cinco pontos por onde a água entra

O primeiro é o silicone entre a esquadria e a parede, que resseca em cinco a oito anos de sol e abre uma fresta invisível. Vem depois o peitoril, a pedra ou o cimento sob a janela, quando não tem pingadeira nem caimento para fora e a água escorre para dentro da parede. Há ainda o dreno da esquadria, o furinho no trilho inferior da folha de correr, que entope com poeira e faz a água transbordar para dentro. Argamassa em volta do contramarco fissura e absorve chuva. Por fim, mais raro, a borracha que segura o vidro endurece e solta.

Já a mancha sob o vão aponta para peitoril ou silicone; água no trilho aponta para dreno; mancha no lado e em cima aponta para argamassa. Gota escorrendo pelo vidro por dentro é a borracha. Em janela de banheiro, o vapor confunde o diagnóstico, e o teste se faz com o banheiro seco há algumas horas.

Como descobrir o caminho da água

O teste é uma mangueira e alguém do lado de dentro com uma lanterna, em dia sem chuva. Com a janela fechada, molhe por dez minutos só o vidro, sem atingir a moldura; se não entrar nada, vidro e borracha estão bem. Depois molhe só o trilho inferior; água surgindo dentro no mesmo lugar é dreno entupido. Em seguida, molhe o peitoril, e por fim a moldura e a parede em volta, um lado por vez. O ponto que molhar dentro em cada etapa é o que precisa de conserto. Pode ser mais de um, e quase sempre é.

No sertão, a chuva de vento, rara e violenta, entra pelos cinco ao mesmo tempo em janela velha, e o teste mostra qual deles pesa mais. Vale filmar o teste com o celular pelo lado de dentro, porque a primeira gota aparece e some em segundos.

Se o teste molhar por dentro em todas as etapas, ou se a moldura estiver empenada, enferrujada ou com a borracha descolada por toda a moldura, o conserto vira troca, e vale saber isso antes de comprar silicone. No interior de Pernambuco, onde o sol resseca borracha e vedação mais rápido do que a chuva as testa, a esquadria com vidro temperado e borracha de EPDM dura o dobro da comum. Quem precisa orçar a troca encontra uma lista de vidraçarias em Custódia, com endereço e telefone, para comparar duas ou três antes de fechar.

O conserto de cada ponto

Silicone ressecado se raspa inteiro com estilete, limpa-se com álcool e refaz-se com o tipo neutro, de construção, e não o acético de banheiro, que solta em um ano. Peitoril sem caimento se corrige com pingadeira de alumínio colada ou com uma pedra nova inclinada dois graus para fora, com a borda avançando dois centímetros da parede. Dreno entupido se abre com arame e se lava com água. A esquadria de correr tem dois ou três. Todos precisam estar livres. Argamassa fissurada se abre em V, se enche com argamassa polimérica e se pinta com tinta impermeável.

Borracha do vidro endurecida se troca por metro em loja de vidro, com a folha fora da esquadria, serviço de vidraceiro. Fita de vedação adesiva, vendida em rolo, é remendo de emergência e dura uma estação; depois disso, a troca da borracha volta à lista.

Comparativo entre causa e conserto

Onde a água entra, o sinal e o reparo
PontoSinalReparo
SiliconeMancha embaixo e nas lateraisRaspar e refazer com neutro
PeitorilMancha larga embaixoPingadeira ou pedra nova
DrenoÁgua no trilhoDesentupir com arame
ArgamassaMancha em cima e nos cantosAbrir, encher, pintar
Borracha do vidroGota escorrendo pelo vidro por dentroTrocar borracha ou esquadria

Como consertar, em ordem

  1. Fazer o teste da mangueira e anotar qual etapa molhou por dentro.
  2. Desentupir os drenos e limpar os trilhos, que é o conserto mais barato e o mais comum.
  3. Raspar todo o silicone velho e refazer com o tipo neutro, em dia seco.
  4. Corrigir o peitoril com pingadeira ou pedra nova com caimento para fora.
  5. Tratar a parede por dentro só depois que o teste parar de molhar.

O passo cinco é onde mais gente perde dinheiro: pinta a parede antes de estancar a água e repinta em três meses. Duas semanas de tempo seco entre o conserto e a pintura deixam a alvenaria secar por dentro.

Quando é troca da janela

Esquadria de ferro com ferrugem que já furou, alumínio empenado que não fecha por inteiro, madeira apodrecida no canto inferior ou vedação solta em toda a volta não têm conserto que dure. A esquadria nova, com contramarco chumbado, vedação de EPDM e vidro temperado ou laminado, fecha os cinco caminhos juntos e ainda melhora o barulho e o calor. Em casa de mais de vinte anos, trocar todas as janelas no mesmo pedido sai mais barato por unidade do que uma por ano, e a medida de cada vão vai por escrito no orçamento.

Quanto custa cada conserto

Desentupir dreno e limpar trilho é serviço de meia hora. Custa zero para quem faz em casa. Refazer o silicone de uma janela de um metro e vinte por um metro fica entre R$ 80 e R$ 200 com profissional. Pingadeira de alumínio, entre R$ 60 e R$ 150 instalada; peitoril novo de granito, entre R$ 200 e R$ 500. Reparo da argamassa com pintura impermeável, entre R$ 150 e R$ 400 por janela. A esquadria nova de alumínio com temperado, na mesma medida, fica entre R$ 700 e R$ 1.600 instalada, e o valor fechado por escrito é o que vale.

Perguntas frequentes sobre a janela que vaza

Infiltração pela janela é culpa do vidro?

Quase nunca. Silicone ressecado, peitoril mal inclinado e dreno entupido respondem pela maioria; o vidro só entra quando a borracha solta.

Silicone de banheiro serve?

Não. O acético solta do alumínio em um ano. Use o neutro, de construção, em dia seco, sobre a superfície raspada e limpa.

O que é o dreno da janela?

O furo no trilho inferior da folha de correr, por onde a chuva escoa para fora. Entupido, ela transborda para dentro.

Posso pintar a parede manchada já?

Só depois de estancar a entrada e deixar a parede secar por duas semanas de tempo firme. Antes disso, a mancha volta por baixo da tinta, e o dinheiro da tinta vai embora.

Quando vale trocar a janela?

Ferrugem furada, alumínio empenado, madeira podre ou vedação descolada inteira. Aí a troca resolve tudo junto.

Quanto custa refazer o silicone?

Entre R$ 80 e R$ 200 por janela com profissional, ou o preço de um tubo de silicone neutro e uma tarde para quem faz em casa.

Resumo

Infiltração pela janela entra por silicone ressecado, peitoril mal inclinado, dreno entupido, argamassa fissurada ou borracha solta, e o teste com mangueira, um ponto por vez, mostra qual é o seu. Dreno e silicone resolvem a maioria e custam pouco; peitoril e argamassa vêm depois; a parede só se pinta com a água estancada. Esquadria empenada, enferrujada ou apodrecida pede troca por alumínio com temperado e vedação de EPDM, com valor fechado por escrito.

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