O alerta sobre o antidepressivo Ludiomil, que tem como princípio ativo a maprotilina, deixou muitas pessoas preocupadas, especialmente na França, onde ele é bastante utilizado por idosos. O motivo da preocupação é a detecção de nitrosaminas, substâncias que, em excesso, podem ser prejudiciais à saúde. A reação imediata foi a retirada de alguns lotes do mercado, mas é importante lembrar que parar de tomar o remédio de forma abrupta não é a solução. A orientação médica nesse momento é crucial.

    O que está acontecendo com o Ludiomil (maprotilina)?

    O Ludiomil, um antidepressivo classificado como inibidor da recaptação de monoaminas, é bastante prescrito para tratar episódios de depressão, principalmente em pessoas mais velhas. Em 2025, foi identificado que alguns lotes do medicamento apresentavam nitrosaminas acima do padrão permitido. Por isso, as autoridades tomaram a decisão de recolher esses lotes como medida preventiva.

    Essa ação segue as normas europeias que visam minimizar a exposição a essas impurezas, que são potencialmente cancerígenas. Apesar de o risco para quem já usou o medicamento ser considerado baixo, é importante reavaliar o uso e, se necessário, pensar em alternativas seguras com a orientação de um médico.

    O que brasileiros residentes na França não devem fazer diante do alerta sobre o Ludiomil?

    Para os brasileiros que estão na França, é essencial agir com cautela. Algumas atitudes que podem parecer simples podem, na verdade, trazer riscos à saúde. Aqui estão algumas coisas que você deve evitar:

    • Não interromper o uso do medicamento por conta própria, mesmo que tenha ouvido sobre a alerta.

    • Não substituir o Ludiomil por outro antidepressivo sem a recomendação do seu médico.

    • Não utilizar estoques antigos em casa, especialmente os lotes que foram afetados.

    • Não ignorar novos sintomas ou efeitos colaterais que aparecerem após o uso do medicamento.

    • Não se basear apenas em informações de redes sociais para tomar decisões sobre a saúde.

    A principal recomendação é conversar com um médico o quanto antes. Ele poderá te ajudar a encontrar alternativas terapêuticas seguras. Se tiver dúvidas, o farmacêutico também é uma boa opção para esclarecer sobre como descartar o medicamento e quais os próximos passos.

    Por que a maprotilina e o Ludiomil estão sendo substituídos?

    A substituição do Ludiomil deve-se à presença de nitrosaminas em alguns lotes, que podem surgir durante a produção ou armazenamento. Quando as quantidades são pequenas e o uso é curto, a exposição é considerada aceitável. Porém, quando os níveis estão altos e a exposição é contínua, a preocupação aumenta.

    Essa retirada é uma medida preventiva para proteger a saúde de quem usa o medicamento, especialmente os idosos que têm mais condições de saúde associadas. É bom lembrar que essa mudança deve ser vista mais como uma adequação do tratamento do que uma crise para quem já estava usando a medicação.

    Quais são as principais alternativas ao Ludiomil?

    Com o Ludiomil saindo de cena, os médicos têm buscado outras opções para tratar a depressão. Existem vários antidepressivos tricíclicos, serotoninérgicos e noradrenérgicos que podem ser indicados, sempre levando em conta as condições e o histórico do paciente. Aqui estão algumas das alternativas mais comuns:

    • Amitriptilina (Laroxyl) – um tricíclico que pode ser usado em doses ajustadas conforme a condição clínica e idade do paciente.

    • Mirtazapina – pertence a outra classe e é útil especialmente para quem tem insônia relacionada à depressão.

    • Venlafaxina – atua na recaptação de serotonina e noradrenalina, e é indicado de acordo com a tolerância do paciente.

    • Sertralina – um inibidor seletivo da recaptação de serotonina, é frequentemente escolhido para idosos devido à sua eficácia comprovada.

    Como deve ser feita a troca do Ludiomil por outro antidepressivo?

    Trocar o Ludiomil por outro antidepressivo não deve ser feito de forma brusca. Isso evita sintomas de abstinência e a piora da depressão. Normalmente, o médico vai sugerir uma redução gradual da dose do Ludiomil junto com a introdução do novo medicamento, tudo bem orientado.

    Durante esse processo, o acompanhamento médico é fundamental, especialmente nas primeiras semanas, quando alguns sintomas como náuseas ou alterações no sono podem aparecer. O monitoramento é uma chance de ajustar as doses e esclarecer dúvidas tanto do paciente quanto dos cuidadores.

    Quando procurar ajuda em relação ao Ludiomil?

    Se você tiver dúvidas sobre o uso do Ludiomil ou precisar trocar de medicamento, a melhor opção é sempre buscar o médico que acompanha o seu tratamento. As farmácias e serviços de saúde também estão disponíveis para ajudar a entender mais sobre a situação do medicamento em questão.

    É importante lembrar que essa reorganização do tratamento não diminui a necessidade de controlar a depressão. Na verdade, ela reforça a importância de um acompanhamento regular e de avaliar a resposta clínica a cada medicação, tudo isso visando a saúde e o bem-estar de cada paciente.

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