Dois casos de mpox foram confirmados na Bahia em 2026, conforme atualização divulgada nesta semana pela Sesab (Secretaria da Saúde do Estado da Bahia). Até o momento, sete notificações suspeitas da doença foram registradas no estado. Três delas foram descartadas após investigação clínica e laboratorial, enquanto duas ainda estão sendo apuradas.

    Os casos confirmados são de Vitória da Conquista, no interior da Bahia, e um caso importado, diagnosticado em Salvador, em um paciente residente em Osasco (SP). No caso de Vitória da Conquista, a paciente, que não reside na cidade, procurou atendimento no Hospital Geral do município. Ela permanece em isolamento durante o tratamento e apresenta boa evolução clínica, segundo a prefeitura local.

    A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia informou que as investigações seguem em andamento para os demais registros notificados, de acordo com os protocolos de vigilância epidemiológica.

    A mpox é uma doença infecciosa zoonótica causada por um vírus da mesma família da antiga varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com a pele de pessoas infectadas, sobretudo quando há lesões, mas também pode acontecer por meio do contato com secreções ou do compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas e roupas.

    Os sintomas mais comuns incluem febre, dores de cabeça e musculares, sensação de fraqueza e lesões na pele, que geralmente surgem no rosto e podem se espalhar pelo corpo. Atualmente, o tratamento é baseado em medidas de suporte, com foco no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações, já que ainda não há medicamento específico aprovado para a mpox.

    Pessoas diagnosticadas com mpox devem permanecer em isolamento até a completa cicatrização das lesões, período que pode variar de duas a quatro semanas, conforme a evolução clínica.