Quem trabalha com construção civil já percebeu que, nos últimos anos, novas opções começaram a aparecer como alternativa aos tradicionais tijolos. Uma dessas inovações são as paredes prontas com EPS, que são painéis leves feitos em fábricas e que chegam quase prontas para a instalação. Isso ajuda a evitar improvisos no local da obra, deixando a montagem muito mais organizada e previsível.

    Essas paredes são feitas de um material chamado poliestireno expandido (EPS), que é bem leve e cheio de bolhas de ar. Isso dá a elas ótimas propriedades de isolamento térmico e acústico, dependendo da densidade utilizada. Como esses painéis são fabricados em um ambiente controlado, eles já vêm com medidas e espessuras definidas, além de cortes para portas e janelas. O resultado? Superfícies mais lisas, que podem dispensar aquelas etapas chatas de chapisco e reboco.

    O que orienta o uso do EPS?

    O uso do EPS é regulamentado por normas técnicas brasileiras, como a ABNT NBR 11752, que estabelece critérios para fabricação e instalação, assegurando qualidade e segurança. Seguir essas diretrizes não é só uma questão de compatibilidade, mas também facilita a vida na hora de buscar aprovações em órgãos públicos e financiamentos. Além disso, projetos podem levar em conta outras normas, como a ABNT NBR 15575, que avalia o desempenho global dos imóveis.

    Como é a instalação do EPS?

    Instalar paredes prontas com EPS é uma tarefa bem diferente de construir com tijolos. A montagem é muito mais como montar um quebra-cabeça. Primeiro, a equipe demarcou onde cada parede vai ficar e coloca trilhos de apoio no chão e na laje. Depois, os painéis são encaixados, nivelados e fixados com parafusos ou adesivos. A instalação elétrica e hidráulica é feita com cortes planejados e, no final, é só fazer alguns ajustes finais e aplicar o acabamento desejado.

    Para você ter uma ideia, as etapas principais na instalação são:

    • Definir o layout em planta;
    • Fixar os trilhos de base e topo;
    • Montar e ancorar os painéis;
    • Passar tubulações e cabos;
    • Aplicar o acabamento final.

    Se você ficou curioso sobre como funciona esse processo, tem um vídeo bem legal no TikTok que mostra passo a passo a montagem e as vantagens desse sistema.

    Vantagens e desvantagens do EPS

    As vantagens dessa tecnologia são muitas. A construção das paredes é muito rápida, gera menos entulho e o canteiro de obras fica mais organizado, já que as placas chegam prontas. A leveza dos painéis facilita o transporte e manuseio, e o EPS ajuda a manter a temperatura interna e o silêncio lá dentro.

    Mas nem tudo são flores. Essas paredes não substituem estruturas como colunas e vigas e precisam de um projeto bem alinhado com o fornecedor. Isso significa que tudo — desde o layout até as instalações — deve ser decidido antes. Em locais com muita umidade ou que precisam de maior isolamento acústico, pode ser necessário usar revestimentos extras.

    São seguras e resistentes?

    A resistência dessas paredes depende de como elas são montadas e dos materiais usados. O EPS em si não suporta grandes cargas, mas, quando combinado com argamassas especiais ou outros materiais, pode se transformar em um painel seguro, tanto para o interior quanto para o exterior do imóvel. Quanto à segurança contra incêndios, o EPS usado em construção já vem tratado com aditivos que diminuem a propagação das chamas e recebe camadas de revestimento. Assim, ele é seguro para uso em residências, desde que pilares e vigas junto com lajes sejam dimensionados corretamente.

    Muita gente já trocou o tijolo tradicional por essa solução prática e moderna. E, pelo jeito, essa tendência só deve crescer nos próximos anos, trazendo mais inovação para o setor.

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