Em fevereiro de 2026, o cenário do futebol brasileiro se mostra conturbado, com quatro treinadores de equipes importantes enfrentando contestação por parte das torcidas. O colunista Walter Casagrande, do UOL, traz à tona a situação crítica em que se encontram Tite, Fernando Diniz, Juan Pablo Vojvoda e Filipe Luís, analisando as razões por trás das insatisfações.
O primeiro a ser destacado é Tite, que assumiu o comando do Cruzeiro após a saída de Leonardo Jardim, que havia deixado a equipe em boa posição no Campeonato Brasileiro. No entanto, o início de Tite foi desastroso, com o time apresentando um futebol fraco, resultando em derrotas significativas, como a goleada de 4 a 0 para o Botafogo. A torcida já demonstra descontentamento, clamando pela saída do treinador, que, segundo Casagrande, parece querer deixar sua marca em uma equipe que estava funcionando bem.
Em seguida, Fernando Diniz, do Vasco da Gama, também enfrenta severas críticas. O treinador é conhecido por seu estilo de jogo peculiar, que, embora tenha seus momentos de encanto, rapidamente se torna previsível. O início do Campeonato Brasileiro de 2026 foi decepcionante para o Vasco, que ocupa as últimas posições da tabela após uma derrota e um empate. A pressão sobre Diniz aumenta, com gritos de “FORA DINIZ” ecoando nas arquibancadas.
O cenário não é melhor para Juan Pablo Vojvoda, que comanda o Santos. A equipe está em uma situação delicada, correndo risco de rebaixamento no Campeonato Paulista e também apresentando desempenho insatisfatório no Brasileiro. Casagrande aponta que a culpa pelo fraco desempenho do Santos pode não recair inteiramente sobre Vojvoda, mas sim sobre a montagem do elenco, que conta com jogadores em declínio. A insatisfação da torcida é evidente, mas o colunista sugere que a responsabilidade deve ser compartilhada com a diretoria.
Por último, Filipe Luís, treinador do Flamengo, também está sob pressão após um início de temporada ruim. Apesar de ter conquistado títulos importantes no passado recente, a equipe não consegue vencer há quatro jogos, o que levanta questionamentos sobre suas estratégias e a qualidade do elenco. Casagrande defende que a crítica a Filipe Luís é injusta, considerando sua trajetória e conquistas, e sugere que a insatisfação deveria ser mais direcionada a outros aspectos do clube.
Em resumo, o texto de Casagrande ilustra um momento de turbulência na gestão técnica de alguns dos principais clubes do Brasil. Enquanto alguns treinadores, como Tite e Diniz, enfrentam críticas severas e pressão por resultados imediatos, outros, como Vojvoda e Filipe Luís, parecem estar em situações mais complexas, onde a responsabilidade não pode ser atribuída apenas ao trabalho dos treinadores. No futebol, a paciência das torcidas é frequentemente curta, e os resultados são a moeda de troca mais valorizada.

