Teatro, a arte irmã do cinema, segue fascinante

Em dois dias seguidos, o redator Raphael Camacho trocou as dezenas de filmes que precisa assistir semanalmente por duas peças do Festival de Teatro do Rio. A iniciativa cultural apresenta, nos teatros TotalEnergies e Riachuelo, montagens brasileiras que circularam pelo país com sucesso.
No primeiro dia, na fileira D do Teatro Riachuelo, ele assistiu a Histórias do Porchat, stand up comedy de Fábio Porchat. O humorista transformou situações reais de suas viagens pelo mundo em piadas, com relatos envolvendo hipopótamos, tubarões e uma massagem inusitada.
No segundo dia, em pleno dia dos pais, foi a vez de A Pediatra, baseada na obra de Andréa del Fuego. A peça tem cerca de uma hora e usa um único cenário, com iluminação que acompanha as emoções da história. A trama acompanha Cecília, uma pediatra que se envolve em um caso extraconjugal com Celso e passa a acreditar que é a mãe do filho dele. Débora Lamm e Luiz Antônio Fortes estão no elenco.
O texto é ácido e debochado, expondo as loucuras de uma mente perturbada que enfrenta o cotidiano com sarcasmo. A montagem lembra, em partes, Annie Wilkes, personagem de Kathy Bates em Louca Obsessão, baseado no livro Misery, de Stephen King.
Camacho também tentou assistir a A Mulher em Fuga, com Malu Galli e Tiago Martelli, mas os ingressos esgotaram. A peça é baseada em duas obras do escritor francês Édouard Louis e conta a história da mãe do autor, abordando violência e desigualdade social.
O Festival de Teatro do Rio segue até o dia 16 de agosto. A edição de 2027 já está confirmada. Para o redator, foi um reencontro com o teatro, arte que ele considera irmã do cinema. Ele destaca a satisfação de ver os teatros lotados e a cultura viva em atividade.