Robôs que vão ocupar postos de trabalho no comércio até 2029 não são mais apenas uma ideia distante; eles já estão se tornando realidade nas grandes redes varejistas. Países como Japão e Alemanha estão testando humanoides e assistentes autônomos em supermercados, focando principalmente em tarefas repetitivas e na reorganização de estoques. Essa mudança indica que, em breve, a forma como fazemos compras pode ser bem diferente do que conhecemos hoje.

    Como os robôs no comércio estão mudando o dia a dia?

    Quando falamos de “robôs no comércio”, estamos nos referindo a tanto humanoides quanto a plataformas móveis que utilizam inteligência artificial avançada. Por exemplo, no Japão, algumas empresas estão desenvolvendo o robô Astra, que pode trabalhar em lojas, depósitos e centros de distribuição, e é esperado que esteja atuando ao lado de equipes humanas até 2029.

    Esse robô é programado para realizar tarefas do dia a dia, como separar produtos, verificar etiquetas e ajudar no inventário. A ideia é que isso libere as pessoas para funções que exigem um toque mais humano, como vender e resolver problemas. Afinal, muitos consumidores ainda preferem a interação pessoal quando estão em busca de atendimento.

    Robôs já estão nas prateleiras dos supermercados?

    Na Alemanha, alguns supermercados já estão utilizando robôs, como o Rob, que ajuda os clientes a encontrar produtos. Usando um painel sensível ao toque, o consumidor informa o que precisa e é guiado até a prateleira certa. O Rob se movimenta pelos corredores de forma autônoma, desvia de obstáculos e garante que a experiência de compra seja mais fluída.

    Além disso, existem robôs projetados para trabalhar na retaguarda, que realizam inventário e reposição de mercadorias à noite. Com isso, as lojas podem manter um fluxo de trabalho contínuo e eficiente, mesmo sem a presença constante de funcionários.

    Quais são os impactos da robótica no varejo?

    A chegada dos robôs humanoides no comércio traz mudanças significativas em várias áreas, incluindo emprego e logística. Algumas funções, como caixas e repositores, estão mais suscetíveis à automação. Por outro lado, outras oportunidades estão surgindo, especialmente nas áreas de manutenção, programação e supervisão de robôs, que exigem habilidades técnicas mais avançadas.

    Na logística, inovações como câmeras e braços articulados aumentam a eficiência e obrigam as empresas a se reorganizarem. Aqui estão algumas funções que estão se transformando com a automação:

    • Inventário automatizado: contagem de produtos utilizando câmeras e sensores;
    • Reposição de prateleiras: feita à noite, sem interferência de clientes;
    • Movimentação de produtos: otimização de rotas entre depósitos e áreas de vendas;
    • Monitoramento em tempo real: identificação de prateleiras vazias para reposição quase instantânea.

    Muitos especialistas apontam que o debate mais importante não é sobre robôs substituírem humanos, mas sobre como essas tecnologias vão complementar o trabalho humano, automatizando tarefas repetitivas enquanto o julgamento humano continua a ser fundamental em várias atividades. Assim, o futuro do trabalho poderá ser mais colaborativo, misturando inteligência artificial e a sensibilidade humana.

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