O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, gerou polêmica após a divulgação de um vídeo em que faz um apelo pela anistia aos indivíduos condenados pelos atos extremistas que ocorreram em 8 de janeiro de 2023. O vídeo, que foi publicado na quinta-feira, 3 de abril de 2025, alcançou a impressionante marca de 50 milhões de visualizações até sábado (5 de abril).
Na gravação, Nikolas compara a situação dos condenados por atacarem as instituições do governo, conhecidas como os Três Poderes, ao histórico movimento dos direitos civis nos Estados Unidos, que lutou contra a discriminação racial. Ele cita Rosa Parks, uma figura emblemática desse movimento, e a compara a Débora Rodrigues dos Santos, que foi condenada a 14 anos de prisão por vandalizar a estátua “A Justiça”, que fica em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, o deputado critica o ministro Alexandre de Moraes, que é o responsável por relatar os processos relacionados aos eventos de 8 de janeiro no STF. Ele argumenta que os manifestantes de esquerda, que também se envolveram em atos considerados “vandalismo” no passado, receberam punições mais leves. “O Brasil já anistiou torturadores e corruptos. Negar perdão a manifestantes é escolher punir apenas quem tem menos poder. Ou se colocam todos os envolvidos da esquerda que já fizeram o mesmo na cadeia, ou se soltam os da direita para ficarem iguais aos da esquerda”, defende o deputado em seu vídeo.
A fala de Nikolas gerou reações negativas de seus adversários. O deputado Ivan Valente, do PSOL de São Paulo, fez uma crítica direta em suas redes sociais, afirmando que a comparação feita por Nikolas desrespeita a luta das pessoas negras e que comparar os atos golpistas promovidos por figuras como Jair Bolsonaro ao esforço por direitos civis é uma ofensa a todos que lutam por justiça e igualdade.
Neste domingo, 6 de abril, está programada uma manifestação na Avenida Paulista, organizada por Jair Bolsonaro, aliados do ex-presidente e outros políticos de direita. O ato tem como objetivo apoiar a anistia para os condenados pelos eventos de 8 de janeiro. A situação continua a gerar discussões intensas em diferentes esferas da sociedade brasileira.