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Como criar um diretor criativo de IA com Claude

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Como criar um diretor criativo de IA com Claude

Como criar um diretor criativo de IA com Claude

Muitos criadores de conteúdo enfrentam dificuldades para produzir material de forma consistente em diferentes plataformas sem uma equipe criativa. Uma alternativa que tem ganhado espaço é o uso de sistemas de inteligência artificial para auxiliar nesse processo. O artigo a seguir mostra como construir um diretor criativo baseado em IA usando o Claude, que transforma anotações de ideias em diversos formatos de conteúdo, como threads, newsletters, roteiros de vídeo e carrosséis, mantendo a voz e o estilo do criador.

A IA como parceira criativa

Nicky Saunders, que co-criou o artigo com Michael Stelzner, explica que o maior equívoco sobre a criação de conteúdo com IA é pensar que ela precisa ser usada de forma total ou não ser usada. Muitas pessoas ou rejeitam a tecnologia completamente ou querem entregar todas as decisões criativas para a máquina. O ponto ideal está no meio dessas duas abordagens.

A IA funciona melhor como uma camada de integração nos fluxos de trabalho criativos existentes. Criadores e empresários que aprendem a incorporar novas ferramentas em seus processos, em vez de escolher um lado, tendem a ser mais consistentes e produtivos, com menos estresse em períodos de falta de ideias. Saunders descreve a IA como um "parceiro de aquecimento cerebral 24 horas por dia, 7 dias por semana". Em qualquer horário, é possível abrir uma conversa para analisar um carrossel do Instagram ou pensar em um novo conceito de vídeo, sem perder a ideia até o dia seguinte.

Além disso, a IA oferece uma validação inicial que ajuda a manter o ímpeto criativo. O mercado decide o que realmente funciona, mas ter uma ferramenta que indica que uma ideia tem potencial e sugere direções a seguir é suficiente para sair da hesitação e partir para a execução.

Visão e estilo antes do sistema

Antes de montar um diretor criativo de IA, é preciso definir dois elementos básicos: visão e estilo. Saunders compara a IA a um novo membro da equipe. Se você pedir a um contratado que faça algo sem dar contexto, direção ou exemplos do resultado esperado, o trabalho final será genérico. O mesmo vale para a IA: sem direção criativa clara, a saída tende a ser um conteúdo padrão, facilmente reconhecível nas redes sociais.

A visão não exige saber todos os detalhes. Basta entender a sensação que o conteúdo deve despertar, o que o público deve absorver, a abordagem visual e o que deve ser evitado. O objetivo de cada peça, seja uma inscrição, uma compra ou apenas engajamento, orienta todas as decisões criativas. Saunders recomenda pedir ajuda à IA para esclarecer a visão quando ela ainda estiver vaga. Um comando simples como "preciso criar essa imagem, mas não sei qual é o objetivo. Podemos conversar sobre o que ela poderia fazer pelo meu público?" abre um diálogo produtivo.

Definindo o estilo com inspiração visual

O estilo exige demonstração, não apenas descrição. A sugestão é coletar inspiração visual de qualquer lugar: painéis do Pinterest, carrosséis do Instagram, capas de revistas, cartões de visita ou fotografias. Essas referências são enviadas para um projeto no Claude, formando uma biblioteca de inspiração. A IA consegue identificar os elementos técnicos por trás do que parece atraente. Por exemplo, ao enviar uma imagem e dizer que gosta de um detalhe específico, o Claude responde com o termo técnico de design correspondente, como níveis de saturação. Essa troca ensina o criador a comunicar suas preferências estéticas com mais clareza ao longo do tempo.

Para quem já tem um negócio, os materiais existentes podem servir como referência de estilo. Capturas de tela do site, fotos de produtos e publicações antigas podem ser enviadas. O Claude analisa esses elementos e gera um guia de marca com fontes, cores, estilo de escrita e tom visual.

Construindo as habilidades principais do Claude

Com a visão e o estilo definidos, o próximo passo é criar habilidades (skills) no Claude. Uma habilidade é um conjunto de instruções reutilizáveis, um documento com regras e exemplos que o Claude consulta automaticamente quando o contexto aparece em uma conversa. Elas funcionam como memória persistente, evitando que o criador precise ensinar suas preferências em cada novo chat.

A primeira habilidade é a de voz da marca. Ela ensina o Claude a falar como o criador. Para construí-la, é preciso alimentar a IA com o máximo de exemplos de fala e escrita natural: transcrições de vídeos, gravações de reuniões, tweets, threads e textos de newsletter. Saunders também recomenda pedir ao Claude que conduza uma entrevista para identificar tom, palavras-chave recorrentes, padrões de fraseado e cadência. O resultado é um perfil armazenado que o Claude usa sempre que escreve na voz do criador. Com essa habilidade treinada, a produção do Claude fica cerca de 80% a 85% alinhada com a forma natural de o criador se expressar. Os 15% a 20% restantes exigem edição humana, mas o ponto de partida está muito mais próximo do resultado final do que uma página em branco.

A segunda habilidade é a de estilo para redes sociais. Ela analisa como o criador se comunica de formas diferentes em cada canal, já que a linguagem, o formato e o tom mudam entre um thread no X, uma legenda no Instagram, um ensaio no Substack e um roteiro para o YouTube. O Claude identifica esses padrões e os armazena, garantindo que o conteúdo corresponda não apenas à voz do criador, mas às convenções de cada plataforma. Essas duas habilidades costumam inspirar outras, como as de imagem, vídeo ou resposta a e-mails, mas a voz da marca e o estilo para redes sociais são a base.

Coletando material com Apify

Para reunir o material necessário ao treinamento das habilidades, Saunders usa o Apify, uma ferramenta de raspagem de dados com conexão MCP para o Claude. O Apify pode extrair conteúdo de qualquer plataforma social, incluindo vídeos do YouTube com transcrições, comentários do Instagram e métricas públicas de engajamento. A ferramenta também consegue coletar conteúdo público de concorrentes, sendo útil para análise competitiva. O preço inicial é de US$ 29 por mês, com um plano gratuito disponível. Os dados são armazenados no Google Drive, Notion ou outro serviço conectado, onde o Claude pode acessá-los para refinar as habilidades.

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