GP de Mônaco: só 3 carros há 30 anos

Há 30 anos, o GP de Mônaco teve apenas três carros cruzando a linha de chegada. A corrida de 1996 foi vencida pelo francês Olivier Panis e é lembrada como a prova com o menor número de concluintes na história da Fórmula 1. O circuito de Monte Carlo já foi palco de outros momentos curiosos, que o ge relembra abaixo.
Em 2004, um diamante avaliado em 300 mil dólares foi colocado no bico da Jaguar de Christian Klien e também no carro de Mark Webber para divulgar o filme “Doze Homens e um Segredo”. Klien bateu na primeira volta da corrida. O diamante preso em seu carro se soltou e sumiu, sem indícios de seu paradeiro até hoje.
Kimi Raikkonen protagonizou um episódio curioso no GP de Mônaco de 2006, após abandonar a corrida a 28 voltas do fim. O finlandês sofreu com uma falha elétrica que chegou a causar um princípio de incêndio na McLaren. Ele deixou o carro e não seguiu até a garagem da equipe: o destino foi seu iate, ancorado na marina de Monte Carlo.
O acirrado duelo entre Ayrton Senna e o colega da McLaren, Alain Prost, não terminou bem para o brasileiro no GP de Mônaco de 1988. O tricampeão liderava a corrida mas, depois do chefe Ron Dennis pedir, pelo rádio, para seus pilotos tirarem o pé, ele bateu na curva Portier a 11 voltas da bandeirada. Profundamente frustrado, Ayrton seguiu direto para o seu apartamento na cidade.
Mônaco foi um dos capítulos da intensa rivalidade entre Michael Schumacher e Fernando Alonso. O heptacampeão travou os pneus de sua Ferrari na curva Rascasse e estacionou a poucos centímetros do guard rail na classificação de 2006, o que foi considerado intencional pelos comissários. Ele perdeu a pole position. Depois de 14 anos, seu colega na Ferrari na época, Felipe Massa, confirmou: o ato foi intencional.
As últimas duas voltas do GP de Mônaco de 1982 foram puro caos. O líder Alain Prost rodou e cedeu a vantagem para Riccardo Patrese, mas seu carro parou. A liderança caiu no colo de Didier Pironi, mas uma falha de ignição imobilizou sua Ferrari no túnel. Sobrou Andrea de Cesaris, que também parou com uma pane seca. Restou Patrese, que conseguiu se manter na disputa e venceu a corrida.
Em 2000, a velocidade dos pilotos foi colocada à prova em Monte Carlo, mas à pé. Com a batida de Jenson Button com Pedro de La Rosa na curva Loews, a bandeira vermelha foi acionada. Vários pilotos desceram e foram correndo para o pit lane para pegar carros reservas, incluindo Button, Ricardo Zonta, Nick Heidfeld e Marc Gené. O primeiro a chegar foi Pedro Paulo Diniz.
Na corrida vencida por Lewis Hamilton em 2016, a Red Bull atrasou Daniel Ricciardo na briga pela vitória. O australiano liderava sob chuva e foi chamado aos boxes, mas ninguém aprontou os pneus a tempo, e o pit stop durou 14 segundos. O chefe Christian Horner explicou que os pneus solicitados estavam no fundo da garagem.
Cinco anos depois, foi a vez da Mercedes errar. Valtteri Bottas ocupava o segundo lugar no GP de 2021 quando foi chamado aos boxes. A porca do pneu dianteiro direito foi danificada e a peça ficou presa na roda. O finlandês ficou mais de um minuto parado na garagem e abandonou a corrida. A equipe só conseguiu retirar a porca do carro após levá-lo de volta para a fábrica, dias depois da prova.