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Manus: Crie Fluxos de Trabalho com IA Autônoma

Manus: Crie Fluxos de Trabalho com IA Autônoma
Manus: Crie Fluxos de Trabalho com IA Autônoma

O uso de ferramentas de inteligência artificial geralmente exige que o usuário copie e cole dados entre diferentes plataformas. Com o Manus, a proposta é outra: a ferramenta executa tarefas complexas em múltiplas etapas, delegando ações a outros softwares sem precisar de comando constante.

Neste artigo, você vai ver como usar o Manus para criar fluxos de trabalho que automatizam processos com pouca intervenção humana. O texto foi produzido em parceria com Kate vanderVoort e Michael Stelzner.

Diferença para chatbots comuns

Em conversas com ChatGPT ou Claude, a IA costuma perguntar como pode ajudar e mostrar o caminho, mas o usuário ainda executa o trabalho. Kate vanderVoort explica que o Manus age de outra forma: ele pergunta o que pode fazer e executa, usando outras ferramentas e acessando a internet sozinho. Não responde a comandos, mas os cumpre.

O Manus opera por linguagem natural, sem necessidade de programação. Kate, que tem formação em marketing e comunicação, afirma que usou a ferramenta sem dificuldade desde o primeiro dia.

Planos de assinatura

O Manus usa um modelo de créditos. O usuário paga uma assinatura base e recebe um pacote de créditos, gastos a cada tarefa. Os planos pagos começam em US$ 20 por mês, com 4 mil créditos. Há opções de US$ 40 (8 mil créditos) e US$ 200 (40 mil créditos). Todos os planos, inclusive o gratuito, incluem 300 créditos de atualização diária, que são renovados a cada 24 horas.

O custo de uma tarefa varia. Uma consulta rápida pode usar de 5 a 10 créditos. Um fluxo autônomo, como pesquisar vários sites, sintetizar resultados e gerar um relatório, pode consumir 900 créditos ou mais em uma única execução. Tarefas leves cabem nos 300 créditos gratuitos, mas os fluxos mais complexos exigem um plano pago. Créditos mensais não acumulam para o mês seguinte.

Formas de acesso

O Manus tem quatro modos de acesso. No navegador, funciona como ChatGPT ou Claude, com um diferencial: pode entrar em plataformas online e interagir como o usuário, como acessar LinkedIn, buscar contatos ou puxar dados de um CRM, sem ver as senhas de login.

No modo “Meu Computador”, instalado como aplicativo de desktop, a IA acessa arquivos locais da máquina. O computador precisa ficar ligado para esse modo funcionar. Pelo Telegram, o usuário cria um canal de chat com o agente e pode acompanhar tarefas longas ou responder mensagens pelo celular, sem estar diante do computador.

A opção mais avançada é o Manus Cloud Computer, uma máquina virtual hospedada na nuvem que roda de forma contínua. Diferente das sessões padrão, que criam um ambiente temporário para cada tarefa, o Cloud Computer mantém bancos de dados persistentes, acumulando informações ao longo do tempo. Ele instala programas e configura o próprio ambiente a partir de instruções em linguagem natural, sem exigir conhecimento técnico. Essa opção tem assinatura separada.

Kate usa o Cloud Computer para monitorar concorrentes e notícias de IA de forma contínua, alimentando sua comunidade. A ferramenta também pode atuar como gestora de redes sociais 24 horas, acompanhar tendências e gerenciar interações por WhatsApp.

Processos para automatizar

Kate sugere uma regra para escolher o que automatizar: o processo deve ser repetível e ter resultado previsível. Um exemplo é a geração de propostas para clientes de sua consultoria. Antes, ela levava de três a quatro horas por cliente, pulando entre Perplexity, Gemini e Claude. Com o Manus, a sequência roda como um único fluxo: a ferramenta pesquisa, monta um painel de briefing e gera a proposta personalizada. O único passo manual é enviar a transcrição da reunião. O custo para criar o fluxo foi de cerca de US$ 15 em créditos; para cada novo cliente, o gasto fica em torno de US$ 5.

Outro caso ocorreu em um workshop para uma fabricante de alimentos. Kate pediu ao Manus para criar um programa de treinamento. A ferramenta executou uma lista de 42 tarefas por quase 50 minutos, identificou que o conteúdo exigia sete módulos em vez dos seis pedidos e entregou um programa com exercícios, um manual de 150 páginas e um quiz interativo. A equipe de desenvolvimento da empresa disse que trabalhava no projeto há dois anos, tinha chegado apenas à quarta etapa e havia pago US$ 150 mil a uma agência externa para finalizá-lo.

Como usar o Manus

O erro mais comum de novos usuários é tratar o Manus como um chatbot. A interação deve ser diferente: em vez de pensar em voz alta com a ferramenta, o usuário deve apresentar um briefing completo, como faria ao contratar um consultor de alto valor. A preparação faz parte do processo.

Detalhamos o assunto em como identificar golpe em plataforma de curtidas.