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Novas ferramentas de IA do Facebook Ads para vendas

Novas ferramentas de IA do Facebook Ads para vendas
Novas ferramentas de IA do Facebook Ads para vendas

O Meta está pedindo que os anunciantes entreguem mais controle sobre seus anúncios no Facebook, em áreas como rastreamento, criativos, gerenciamento de campanhas e relatórios. Em troca, a promessa é de melhores resultados. O desafio para os profissionais de marketing é saber o que confiar, o que verificar e o que manter sob controle humano.

Nick Theriot, dono de uma agência que gerencia anúncios para marcas de e-commerce, observa que a publicidade está ficando mais fácil, pois a barreira de entrada está caindo. Quase qualquer pessoa pode configurar uma campanha agora, mesmo sem habilidades técnicas avançadas. A direção é clara: o Meta está afastando os profissionais do controle manual e os levando para o controle guiado, onde a IA faz a maior parte do trabalho.

Pixel com IA e agentes conectados

Uma das mudanças é o pixel do Facebook, o código de rastreamento que informa ao Meta quem visita o site e o que faz nele. O pixel agora usa IA para se conectar e enviar dados de páginas e produtos, como nomes e disponibilidade, com menos configuração manual. Para muitos, isso elimina a necessidade de contratar um desenvolvedor. Nick considera essa uma tarefa ideal para a IA, comparando a apertar um botão e deixar a tecnologia fazer a instalação. O usuário ainda pode desligar a IA e escolher quais categorias de dados ela deve coletar.

Nick recomenda instalar o pixel mesmo antes de começar a veicular anúncios, para que ele aprenda quem compra e quem não compra. Quando a empresa estiver pronta para anunciar, já terá os dados, o que pode reduzir os custos para otimizar o algoritmo. A importância do pixel varia: para e-commerce com produtos físicos, ele é altamente relevante, e a integração com Shopify é feita em um clique. Para sites de mídia, os custos são diferentes. Já para negócios de geração de leads com funis personalizados, a configuração é mais complexa, e é onde a IA do pixel mais ajuda.

Sobre os agentes de IA conectados à conta de anúncios, Nick pede cautela. Essas conexões ainda são básicas, e ele viu relatos de contas banidas logo após a conexão com uma IA. A suspeita é que o volume alto de solicitações faça o Meta congelar a conta como medida de segurança. Ele mesmo desconectou sua conta de ferramentas como Claude e Manus. Nick também não delega à IA a pesquisa e a ideia inicial, pois as respostas sobre públicos-alvo tendem a ser genéricas. Ele prefere fazer a própria pesquisa para entender a demanda e ter mais convicção nas decisões.

Assistente de IA como segunda opinião

O Assistente de IA da Meta, integrado ao Gerenciador de Anúncios, funciona como um ChatGPT que sugere recomendações e insights. Nick avalia que 90% a 95% dessas sugestões são melhores do que o que um iniciante encontraria em vídeos e blogs. Para quem está começando, isso pode encurtar a curva de aprendizado sem gastar com consultorias. O problema é que o assistente segue o manual do Meta, então tende a repetir o comportamento dos representantes da empresa, que Nick já viu dar conselhos ruins. Ele é cético quando a recomendação é aumentar os gastos, como subir o orçamento diário de uma vez só, pois o custo por resultado raramente se mantém. A dica é desconfiar de sugestões para gastar mais e usar o bom senso no resto.

Uma dica prática é conferir os cálculos da IA, pois nem todos os modelos são bons em matemática. O Gemini, por exemplo, tende a errar em análises de planilhas, enquanto o Claude é mais forte, possivelmente por ser usado também para programação. Em contas com gastos altos, um erro de alguns dólares no cálculo pode causar problemas.