13 músicas que estão em alta no TikTok em agosto de 2026
Levantamento aponta os áudios que impulsionam vídeos na plataforma e explica o contexto de uso de cada trend do mês
13 músicas que estão em alta no TikTok em agosto de 2026
Um levantamento da plataforma de gestão de redes sociais Buffer, publicado em 6 de agosto de 2026, reuniu as 13 músicas e áudios que mais impulsionam vídeos no TikTok neste mês. A lista inclui faixas de artistas como Ariana Grande e Olivia Rodrigo, além de áudios originais que deram origem a trends específicas, cada um associado a um formato de vídeo diferente.
Segundo a Buffer, aderir a um som em ascensão aumenta as chances de um vídeo aparecer na página "Para Você" do TikTok, principalmente quando o criador entra na trend logo no início. A explicação está na forma como o algoritmo da plataforma testa conteúdos: ao notar que um usuário parou para assistir um vídeo com determinado áudio, o sistema tende a exibir outros vídeos com o mesmo som para confirmar se foi a trilha sonora que gerou o engajamento.
Quais são as músicas em alta no TikTok em agosto de 2026
A faixa "Freaked Out", de fatpapimusic e Shushy, virou trilha da trend "motivos para cortar o cabelo em bob", que mostra pessoas exibindo o novo corte, muitas vezes acompanhadas de vídeos de pais relembrando, com humor, os próprios cortes de infância.
Já o áudio original de Daryl Hall e John Oates embala comparações entre rotinas opostas, e a Buffer sugere que marcas usem esse formato para contrastar uma tarefa feita manualmente com a versão facilitada por um produto. Outro áudio, do criador Ken Eurich, mostra pessoas revelando o gatilho que as faz quebrar as próprias regras, seja no orçamento, na dieta ou em compras por impulso; o levantamento alerta que o trecho contém palavrão.
O som "Saxophones Getting Louder", em versão acelerada e extraído do filme "Ameaça na Sombra" (1991), tornou-se sinônimo do momento em que um vídeo sinaliza que "algo vai dar errado", geralmente usado para apontar sinais de alerta em situações do dia a dia.
Trends de viagem, humor e relacionamento dominam a lista
A música "On a Mission", da banda Duomo, virou trilha de falsos depoimentos em tom de documentário, nos quais o criador narra situações banais como se fossem tema de uma produção de true crime. Já o áudio original da criadora Irina, que faz um trocadilho entre estar "com dor" (in pain) e "na Espanha" (in Spain), voltou a circular acompanhando vídeos de viagem ao país europeu.
Outro destaque é o áudio do usuário Sonicallygifted, que usa um trecho em que Beyoncé explica como criou a introdução da música "Partition" de forma improvisada; criadores dublam a fala para contar a história por trás dos próprios momentos virais. Já o som do usuário maciejlubomski reproduz a fala "Do you understand the words coming out of my mouth?", do filme "Hora do Rush", usada para narrar mal-entendidos iniciais em amizades ou relacionamentos que deram certo depois.
Entre as músicas de artistas conhecidos, "u + me = <3", de Olivia Rodrigo, tornou-se trilha de carrosséis de fotos afetivos, com o trecho "sei que todo mundo muda, mas espero que a gente não mude" usado em publicações sobre amizade e família. O tema chegou a ser usado por Lara Raj e Sophia Laforteza, integrantes do grupo KATSEYE, segundo a Buffer.
Já "petal", single recém-lançado por Ariana Grande, já aparece em vídeos de moda, comida, pets e edições de fãs, segundo o levantamento. O áudio original do criador BabyChiefDoIt, com o refrão "baby, I just wanna dance", tem sido usado principalmente em vídeos de animais de estimação. A faixa "Mind Blank", de OTE com participação de Zorro, funciona como trilha genérica para vlogs de viagem, moda e do cotidiano, sem exigir um formato fixo. Por fim, o áudio original de Hope Along The Way deu nova vida ao "Suspect Challenge", desafio em que o criador revela que o "suspeito" estava à vista o tempo todo.
Como encontrar sons em alta e cuidados com uso comercial
A Buffer recomenda seis caminhos para localizar áudios em ascensão: acompanhar o Creative Center do próprio TikTok (que, segundo o levantamento, está passando por mudanças e temporariamente sem a lista de sons em alta); usar a busca do aplicativo com termos como "viral sound" na aba de músicas; observar as sugestões automáticas que a plataforma faz ao criador durante o upload de um vídeo; explorar playlists por gênero na opção "Descobrir mais sons"; consultar a ferramenta paga Tokchart, que rastreia os sons em ascensão nas últimas 24 horas; e acompanhar a aba de sons em alta do Instagram Reels, já que músicas costumam circular entre as duas plataformas.
O levantamento também traz um alerta específico para uso comercial: marcas e criadores que produzem conteúdo patrocinado devem usar apenas faixas da Biblioteca de Música Comercial do TikTok ou músicas com licença royalty-free, sob risco de terem os vídeos silenciados ou removidos por uso indevido de música de uso pessoal.
O que muda para criadores brasileiros
As fontes não indicam se as trends listadas já circulam no TikTok brasileiro nem se há adaptação regional dos áudios, já que o levantamento tem foco no mercado americano. A ferramenta Creative Center, citada como fonte oficial de tendências, está disponível também para usuários no Brasil, mas o próprio texto original aponta que a seção de sons em alta está temporariamente fora do ar por mudanças na plataforma.
Para quem produz conteúdo comercial no Brasil, o alerta sobre licenciamento também vale: o TikTok aplica as mesmas regras de Biblioteca de Música Comercial em todos os países onde opera, e o uso de faixas de uso pessoal em publicidade pode resultar na remoção do vídeo aqui também. Não há, até o momento, confirmação de datas ou critérios diferentes para o mercado brasileiro, e o caminho mais seguro continua sendo verificar a licença de cada som antes de publicar.


