Novo guia do LinkedIn: alcance além da rede

O LinkedIn intensificou o controle sobre conteúdos que a plataforma classifica como “AI slop”, termo usado para descrever publicações de baixa qualidade geradas por inteligência artificial e sem uma perspectiva clara. Agora, esse tipo de conteúdo tem menos chance de ser distribuído para além da rede imediata do usuário, o que afeta diretamente o objetivo de alcançar novas pessoas.
AJ Wilcox, especialista em marketing, reconhece a contradição da plataforma, que criou ferramentas de IA para ajudar na produção de posts e agora penaliza o uso excessivo dessas mesmas ferramentas. A distinção que o LinkedIn faz não é entre conteúdo escrito por humanos ou por IA, mas entre o que entrega valor e o que não entrega. Compartilhar experiências originais e insights atuais é o que separa o conteúdo útil do “slop”.
Michael Stelzner, fundador do Social Media Examiner, conta que mudou sua abordagem. Ele passou a escrever primeiro com a própria voz e depois usa a IA como um consultor para identificar pontos fracos e melhorar os ganchos. O resultado é um conteúdo que soa como ele, e não como se tivesse sido feito por qualquer pessoa.
No caso de anúncios pagos, o LinkedIn não restringe a distribuição de anúncios criados por IA, desde que sigam as diretrizes da plataforma. Porém, os clientes de AJ Wilcox notam que anúncios com aparência de IA recebem menos engajamento dos usuários.
Posts Colaborativos e Alcance
O LinkedIn lançou o recurso de posts colaborativos, que permite que vários perfis e páginas de empresas publiquem e compartilhem um único post juntos. Diferente de marcar alguém, esse recurso exige a aprovação explícita de todos os participantes antes da publicação. Todos os colaboradores são creditados no topo da publicação.
Para AJ Wilcox, essa função vai se tornar padrão. Posts de páginas de empresas têm alcance orgânico mínimo, e os posts colaborativos podem contornar esse problema. Uma empresa pode convidar um funcionário para coautorar um post que leva o nome dele e alcança a rede dele. A ideia também vale para parceiros de outras empresas, desde que não sejam concorrentes diretos.
A recomendação é começar com pessoas que já têm relação com a marca, como fãs, comentaristas frequentes e clientes. A proposta pode ser simples: falar sobre um assunto de interesse mútuo, cada um no seu estilo, e marcar o outro. Não é necessário pagamento, e o valor é trocado entre as partes.
Busca com IA e Perfis
O LinkedIn expandiu a busca de pessoas com IA para todos os usuários nos Estados Unidos. A ferramenta permite buscas em linguagem natural, entendendo a intenção do usuário em vez de palavras-chave exatas. Selos de verificação aparecem nos resultados como um sinal de confiança, e resumos gerados por IA explicam por que uma pessoa é relevante para a busca, destacando conexões e experiências em comum.
AJ Wilcox compara a visibilidade do perfil ao novo SEO. A otimização do perfil se torna essencial para aparecer nessas buscas e se destacar em um ambiente onde a confiança é o principal diferencial.